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O navio com 112,47 metros de comprimento e 12,75 metros de frente, encalhou quatro milhas a sul dos palheiros da Costa Nova.

Apaixone-se não só pelo Desertas, mas também pela sua

 história.

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A nossa história remonta a 1918, ano em que foi feito o salvamento do "desertas", um navio a vapor que encalhou a sul da Costa Nova. Por esse mesmo nome, ficou também conhecido o canal que foi mandado construir para fazer a ligação do mar à Ria de Aveiro, por onde teve de passar a embarcação que tivera sido abandonada.

fevereiro de 1918

Ainda a 1º Guerra  Mundial estava no assuntos do dia, quando se começou a falar de um navio a vapor que tivera sido deixado no mar, mais propriamente, a sul da Costa Nova, por alemães. Agora sabe-se que encalhou por ter apresentado falhas mecânicas e devido às más condições atmosféricas. 

junho de 1918

A cargo do Engenheiro português António Mendes Barata, começou a ser construído um canal que ligava o mar à Ria de Aveiro e serviria para resgatar o navio que viria a embarcar na Barra de Aveiro. 

novembro de 1918

O processo de construção foi complexo, marcado por alguns percalços, tempestades e invasões do mar. Para agravar, a profundidade do estuário revelou-se pequeno comparado à dimensão do navio.

Só a 9 de dezembro é que o Desertas começou a entrar no canal. 

1920 

Cerca de 2 anos, foi o tempo que demorou a ser construído o canal, uma obra que custou 300 contos aos cofres portugueses. Foi graças à " labuta" dos marinheiros que o desertas, chegou a Aveiro, depois de acreditarem que estaria perdido para sempre. 

Há quem diga que esta foi das obras "mais brilhantes" da época nas mãos da engenharia portuguesa.

Hoje restam as histórias e as memórias fotografadas do desertas, que, no seu legado, deixa um lugar com um nome que tão bem lhe assenta.